quarta-feira, 30 de maio de 2012

Formandos da Guarda Mirim serão encaminhados para secretarias




O projeto Guarda Mirim chegou ao total de atendimento de 450 jovens, com idades entre 12 a 18 anos, conforme idealizado pela Prefeita Rosinha Garotinho. A informação foi passada pelo coordenador do projeto, Tenente Silva Leite, após a comemoração de mais uma formatura na semana passada. A previsão é de que 10 jovens sejam encaminhados nos próximos dias para estágio nas secretarias da prefeitura, onde terão atividades durante um período do dia.

Os jovens – com idade de 16 anos – estão apenas aguardando a chegada do uniforme para começar as atividades do estágio de quatro horas diárias. Os formandos com idades até 15 anos vão permanecer na Fundação Municipal da Infância e Juventude, participando das oficinas da instituição e praticando modalidades esportivas, como capoeira, taekwondo, dança e aulas de música.

Os jovens que serão encaminhados para as secretarias municipais vão atuar em funções internas como telefonista, arquivista, na área de computação e no apoio ao trabalho dos funcionários. Eles não poderão fazer tarefas fora dos locais onde ficarão inseridos.

- Já temos mais de 150 jovens atuando na municipalidade. Eles vão permanecer no projeto até completar 18 anos. A única exigência que não abrimos mão é de que para ficar na Guarda Mirim, eles continuem frequentando a escola durante um turno - explicou Silva Leite. 

Para acompanhar mais de perto os jovens, a FMIJ tem equipe técnica e pedagógica formada por assistentes sociais, pedagogos e assessores que fazem a supervisão e solicitam a declaração escolar dos jovens inclusos no programa.

O coordenador assinala que o programa é um sucesso e motiva os jovens a buscar a melhoria de vida através da busca pelas atividades profissionalizantes. “Constatamos, por exemplo, que muitos jovens depois que saem do programa, após alcançar a idade máxima, estão prestando concursos públicos, inclusive, muitos participaram deste da prefeitura de Campos. Esse é um sinal de que o nosso trabalho realmente vem fazendo efeito em suas vidas”, observa o coordenador do projeto.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Conselho Tutelar realiza eleição em Campos


O Conselho Municipal de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMPDCA), em Campos passa por processo de seleção para escolha de novos membros para a gestão 2012/2015, que acontecerá em 19 de agosto.

As inscrições presenciais para compor os Três Conselhos Tutelares do município, deram início desde a última no dia 21/05 e encerram na próxima quinta-feira (31/05). O processo de eleição configurará os 45 mais votados, dos quais saem 15 titulares e 30 suplentes a serem distribuídos nos três Conselhos do município, para um mandato de três anos, que até então era de dois anos.

Segundo o atual presidente Renato Gonçalves dos Santos, a eleição atende uma determinação do estatuto da criança e do adolescente, no qual os membros do Conselho sejam eleitos pela comunidade a qual eles irão representar. 

“O Conselho Tutelar tem o função de defender o direito da criança e do adolescente, averiguar denúncias de violação e propor medidas de proteção. Este é o momento que a comunidade tem para eleger e renovar com consciência quem irá atuar em diversos momentos em defesa dos delitos sofridos por estes jovens. O compromisso também recai sobre aquele que deseja se candidatar, estes devem ficar atentos às exigências do edital”, disse o presidente.

Para se candidatar é preciso ser maior de 21 anos; residir no município há pelos menos um ano; possuir comprovação de experiência na defesa ou atendimento aos direitos da criança e do adolescente, num período mínimo de um ano; possuir escolaridade mínima do Ensino Médio; ter disponibilidade total de carga horária com dedicação exclusiva; estar em gozo dos seus direitos políticos, comprovando regularidade em sua obrigação eleitoral; ter reconhecida idoneidade moral.

O processo de seleção constará de quatro etapas, sendo três eliminatórias e uma classificatória. As etapas eliminatórias constarão de: apresentação de todos os documentos exigidos no período das inscrições; prova de aferição de conhecimentos, exigindo-se no mínimo 60% de acertos; eleição com a participação somente dos aprovados na prova de conhecimentos referida no item anterior. Já a etapa classificatória constará do curso de capacitação que terá como objetivo capacitar e classificar os 15 candidatos mais votados para cada Conselho Tutelar, exigindo-se frequência de no mínimo 75 % com assinatura em folha de presença e tolerância máxima de 20 minutos.

Os conselheiros tutelares no exercício da titularidade terão uma remuneração mensal inicial de R$ 1.612,96, reajustados de acordo com os critérios da municipalidade, para uma carga horária semanal de 40 horas, sendo oito horas diárias, além dos plantões de atendimento, nos termos da Lei Municipal n.º7.803/2006.

Para se inscrever, o candidato precisa se dirigir na sede do Conselho Municipal de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMPDCA), situado a Rua Barão de Miracema n.º 335 - Centro de 2ª a 6ª feira entre 09h e 16h.

Centro e Pelinca: combate à poluição sonora


A fiscalização da poluição sonora na cidade, em especial em áreas de reincidência de problemas, como o Centro da cidade e a área da Pelinca, vem sendo feita diariamente. A informação é do coordenador de Fiscalização de Posturas, Leonardo Simões. Ele lembra que o Código de Posturas do Município foi atualizado e a Lei 8.243 determina o que pode ser feito em relação à publicidade nas vias públicas.
Segundo Leonardo, a atuação da equipe de fiscalização é no sentido de checar o problema, notificar e exigir a adequação do volume de decibéis, no caso da poluição sonora. A aplicação da multa atualmente é feita com base na Unidade Fiscal de Campos (Ufica). O valor Ufica está R$ 80,54.
- Quem quiser fazer algum tipo de publicidade, precisa primeiro, procurar a prefeitura, para requerer o alvará, na Secretaria de Finanças. Somente após a confirmação se o local é compatível ou não, a solicitação poderá ser deferida ou indeferida – orienta o coordenador de Fiscalização de Posturas.
Com relação à poluição visual, Simões explica que assumiu o cargo há pouco mais de 50 dias e está fazendo um levantamento dos problemas encontrados nesta área, embora seja uma demanda bem inferior à poluição sonora.
- Em breve, estaremos atuando também no sentido de resolver esta questão. Mesmo assim, já estamos coibindo a poluição visual também, com a retirada, por exemplo, de roupas colocadas do lado de fora das lojas, nas calçadas das vias públicas – informa Leonardo Simões.

Profissionais do Serviço Social da Educação em seminário





A Secretaria Municipal de Educação (Smec) promoveu na manhã e tarde desta segunda-feira (28), o seminário interno “Socializando Ideias Compartilhando Saberes”. O evento prossegue até amanhã (quarta-feira, 30). Cerca de 200 profissionais do Serviço Social e de Educação Inclusiva participaram do encontro, no auditório da Smec.  

Segundo a diretora do Departamento Multiprofissional, Rita Chardelli, a principal proposta do evento é analisar, juntamente com outros profissionais, os novos caminhos a seguir, consolidando ações para adaptar no cenário educacional campista.

— Temos vários projetos de sucesso, e sei que precisamos estar unidos a outros profissionais para podermos contar com a participação de todos. É importantíssimo as sugestões e ideias de todos, para que tornemos parte de um departamento que congrega profissionais comprometidos com a qualidade da educação do município — frisou Rita.

Rita Chardelli informou que cada grupo mostrará seu trabalho e suas ações para que todos possam conhecer os serviços dos setores da Secretaria de Educação.

A pedagoga responsável pela Educação Especial, Beatriz Siqueira, falou sobre a importância do atendimento especializado para alunos com necessidades especiais. “Nosso público alvo são os alunos com deficiência intelectual, alunos com transtornos globais do desenvolvimento e alunos com altas habilidade/superdotação”, destacou.

Participarão até o final do evento, profissionais do Serviço Social; Correção de Fluxo; Programa Saúde na Escola (PSE), Apoio Técnico, entre outros

Pagamento dos servidores começa hoje e prossegue até quinta

A prefeitura inicia nesta terça-feira (29) o pagamento dos servidores referente ao mês de maio, que prossegue até quinta-feira (31). Nestes três dias serão injetados na economia local R$ 50.795 milhões.  Este mês, os vencimentos serão efetuados com reajuste de 5,1%, baseados no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) . De acordo com a Procuradoria Geral do Município, a lei eleitoral não permite que se conceda reajuste acima dos índices públicos da inflação, seis meses antes da eleição.

Além dos benefícios que vêm sendo concedidos nos últimos anos, para o mês de julho está prevista a migração de todos os celetistas da Fundação Municipal de Saúde para estatutários, conforme lei aprovada pela Câmara Municipal, gerando estabilidade para milhares de trabalhadores. A Secretaria de Planejamento e Gestão informa que, de janeiro a abril, a folha de pagamento da prefeitura teve um impacto de R$ 14.250 milhões, comparado ao mesmo período do ano passado. Aplicado o índice de reajuste de 5,1%, o impacto, este mês será de ais R$ 4.820 milhões. 

A projeção dos técnicos da secretaria é que o impacto até o final do ano será de R$ 51.480 milhões. O crescimento médio da folha de pagamento da prefeitura é da ordem de 9%, bem acima da inflação, tendo em vista as vantagens incorporadas todos os meses em relação ao crescimento vegetativo da folha, como quinqüênio, insalubridade, gratificações, Plano de Cargos e Salários, entre outros.

- A prefeitura tem procurado melhorar, dentro das possibilidades da arrecadação própria, vários segmentos do funcionalismo. O reajuste de acordo com a inflação tem sido dado todos os anos e, este ano, em função da lei eleitoral, as restrições são ainda maiores. E, ainda, tem a Lei de Responsabilidade Fiscal, que também não permite o uso dos royalties de petróleo no pagamento de pessoal – destaca o secretário de Controle e Orçamento, Suledil Bernardino.

O secretário ressaltou, ainda, que a prefeitura vem trabalhando para o crescimento da receita própria do município. “A Secretaria de Finanças está alertando as empresas que fazem apresentação das Declans para obter crescimento do índice de participação do município no ICMS”, finaliza.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Inscrições para Educação Continuada em Pneumologia Tisiologia

A Secretaria de Saúde de Campos está com inscrições abertas para o Programa de Educação Continuada (PEC) em Pneumologia e Tisiologia, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), que acontece nesta sexta-feira (1º) e no sábado (2), no auditório da Sociedade Fluminense de Cirurgia e Medicina. As palestras sobre infecções respiratórias serão ministradas por profissionais renomados. 
 
O PEC tem o apoio da Coordenação Municipal de Educação Permanente e da Superintendência de Saúde Coletiva de Campos. O evento é direcionado a médicos e enfermeiros, principalmente os que atuam nos programas e centros de referência de tratamento de doenças respiratórias, entre eles, o Programa de Assistência a Pacientes com Asma e Rinite (Proapar) e os Programas de Controle da Tuberculose, da Hanseníase e do Tabagismo.
 
Segundo a coordenadora regional da SBPT, Patrícia Meireles, é a primeira vez que a Sociedade realiza um de seus módulos de capacitação em Campos. “Contaremos com a participação de especialistas de grandes centros neste evento, que é gratuito e busca qualificar ainda mais os nossos médicos”, ressalta. 

- Na sexta-feira, a abertura será às 19h20 e, em seguida, teremos as palestras “Pneumonia Adquirida na Comunidade – Novas recomendações: O que muda?” e “Pneumonia Adquirida na Comunidade em Cardiopatas, DM e Pneumopatas – A abordagem é diferenciada” e apresentação de Casos Clínicos – informa Patrícia. 
 
No sábado (2), o PEC começa às 8h. O evento prossegue até 12h30. Serão ministradas as seguintes palestras: “Micoses Respiratórias em Foco”, “ABPA: Atualização Diagnóstica e Terapêutica”, “Bronquiectasias: Diagnóstico Etiológico”, “Bronquiectasias: Atualização Terapêutica”, e “Pneumonia Aspirativa”, também com apresentação e discussão de casos clínicos”. A coordenadora regional da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia acrescenta que as inscrições podem ser feitas pelo e-mail  meireles.patricia@terra.com.br.


Fonte: www.campos.rj.gov.br

Rosinha Garotinho: ‘Não há programa habitacional maior que o nosso’


Rio -  Com 14 distritos e uma extensão territorial quatro vezes maior que a cidade do Rio de Janeiro, o município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, já foi conhecido como a capital do petróleo e do açúcar. Atualmente, é um reconhecido polo comercial e financeiro, que vai receber nos próximos anos dois grandes projetos: o Porto do Açu e o Porto Farol Barra do Furado. Em mais uma entrevista do ‘Painel O Dia no Estado’, a atual prefeita Rosinha Garotinho, que foi governadora entre os anos de 2003 e 2007, fala sobre o passado, os projetos e diz que os recentes problemas enfrentados com a Justiça não passam de perseguição política.

Diversos projetos de urbanismo e paisagismo mudaram o aspecto urbano de Campos. Mas em relação à infraestrutura, o que tem sido feito?

Gastamos 20% de nossa verba em obras de melhorias na cidade. E fizemos um planejamento para que as mudanças exteriores caminhassem junto com as obras de infraestrutura. Por isso, as pessoas sentem a diferença quando andam ou chegam à cidade. Não prorroguei prazos de obras, pelo contrário, estreitei o relacionamento com várias empresas. Pois não adiantava eu construir calçada nova e asfaltar a rua, se uma obra de saneamento vai quebrar tudo de novo. Trabalhamos em parceria com a companhia de água e esgoto, por exemplo, e fizemos muitas obras nas galerias de água pluvial. Hoje, somos a segunda cidade do estado em qualidade de saneamento básico. Projetos como ‘Bairro Legal’ e ‘Meu Bairro é Show’ também foram essenciais e levaram esgoto, luz, asfalto e calçadas novas para bairros que estavam esquecidos. Isso se reflete no dia a dia da cidade.

Foto: Mauro Pimentel
Foto: Mauro Pimentel
Nos próximos anos Campos será casa de grandes projetos que estão em construção, como o Porto do Açu e o Porto Farol Barra do Furado. A cidade está pronta para o crescimento?

Nenhuma cidade está. Nem o Governo Federal estaria. Mas estamos trabalhando para isso. A população ainda vai se assustar com o crescimento que a cidade vai ter. Pois, como você disse, ainda nem saímos da fase da construção. Mesmo assim já temos mais de dez mil novos empregos, e a cidade não para de crescer.

Mas o que está sendo feito?

Tudo que está sendo feito servirá também para quando este crescimento chegar. Além de todas as obras de infraestrutura, realizamos um trabalho de qualificação de mão de obra para o mercado off shore. Mas precisamos de ajuda, principalmente da iniciativa privada e do Governo Federal. Não adianta o município fazer investimento sozinho. Por mais que eu esteja abrindo estradas e criando conjuntos habitacionais, a estrutura não depende somente dos municípios. O trabalho é em parceria. Eu discordei, por exemplo, do corredor logístico que o (empresário) Eike Batista estava construindo para o Porto de Açu, pois estava cortando a cidade onde ela mais se desenvolvia. Isso agora será revisto. Ainda temos muito pela frente, mas estamos no caminho certo.

Poderia falar um pouco mais sobre esses investimentos? O que está sendo feito em relação ao transporte, por exemplo?

Isso era uma prioridade, pois Campos está crescendo e com isso cresce também os problemas como trânsito e engarrafamentos. Por isso investimos em obras para recuperação de estradas e rodovias, legalizamos o transporte alternativo e estamos criando um plano viário para a cidade. A passagem social também deu a chance de unir a cidade de uma maneira nunca vista. Campos têm uma extensão territorial quatro vezes maior que o Rio de Janeiro. Então, a distância era um problema para parte da população. Para você ter uma ideia, algumas pessoas não iam para o Centro da cidade por causa do preço da passagem. Na nossa divisa com o Espírito Santo, só a passagem de ida custava R$ 12. Hoje a realidade é outra. Já que tivemos um aumento no número de passageiros, exigimos que as empresas de ônibus aumentassem também o investimento para modernização da frota. Quando assumi, a frota tinha mais de 12 anos. Hoje tem seis. Ainda precisa melhorar, mas já temos inclusive ônibus com acessibilidade.

E os investimentos na saúde? Quais foram?

Olha, se eu fosse fazer saúde só com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) seria o caos. Eu invisto R$ 40 milhões a mais da verba dos royalties do petróleo na saúde. Acabamos com as filas de madrugada para marcação de consultas, que hoje é feita online no próprio posto de saúde. Quase todos os postos oferecem coleta para exames simples, criamos o serviço de ‘Emergência em Casa’ e fomos o primeiro município a disponibilizar vacinas preventivas. Hoje vacinamos gratuitamente as meninas contra o HPV e fomos o primeiro município do estado a oferecer vacina contra hepatite A, que não está no calendário do Ministério da Saúde. Só com a vacina para meningite, outra que oferecemos, reduzimos em 40% a mortalidade de crianças de um ano. Além disso, estamos construindo leitos de CTI, que deve aumentar em 70% a capacidade desse tipo de atendimento no município.

Em janeiro deste ano as chuvas causaram estragos. Há alguns anos a população sofre com enchentes. O que a prefeitura tem feito para resolver esse problema?

Quando eu assumi o governo, mais de 23 mil pessoas estavam desabrigadas pelas chuvas e milhares moravam em áreas de risco. Isso é um problema constante em Campos, mas hoje a realidade é outra. Campos é uma cidade plana, então, quando chove, mais forte o rio sobe e a água chega à cidade pelos bueiros. Por isso fizemos obras de saneamento e hoje já temos quatro estações de tratamento de água e esgoto, três delas inauguradas no meu mandato. Aumentamos as galerias para dar vazão à água das chuvas. Uma dessas galerias até trata o esgoto que é jogado no Rio Paraíba do Sul.

Mas e as pessoas que moram em locais de risco, o que foi feito?

Não existe hoje no Brasil nenhum município que tenha um Programa Habitacional maior que o nosso. Até o final do ano serão 5.100 casas entregues à população. E já estou construindo mais 320, todas recuperadas de obras que foram abandonadas em governos passados. Além disso, já entramos em processo de licitação para mais 4.900 casas. E as casas que eu faço não têm padrão popular.

Como assim?

Todas as casas são entregues com piso, laje, telhas e são coloridas, com textura nas paredes. Faço questão que todas as minhas casas, creches e escolas sejam lindas. Hoje, 10% das casas que entregamos são adaptadas para idosos e cadeirantes. São 12 conjuntos residenciais em pontos distintos do município, totalmente urbanizados. Só nesses conjuntos foram criadas mais de 600 novas ruas, todas entregues com água, esgoto, calçada, luz e asfalto. Tudo com muita qualidade. Esse negócio de achar que para pobre tem que ser obra porcaria comigo não ‘rola’. A creche que eu entrego é a mesma que eu escolheria para meus filhos.

Por falar em creche, o que foi feito para educação em Campos nos últimos anos?

Quando eu assumi o governo, a educação em Campos estava à frente somente do sertão nordestino. Mas o processo de mudança na educação é lento. Antes do meu governo, a grade curricular era uma bagunça e cada escola ensinava o que queria. Hoje isso mudou. Padronizamos a grade curricular, compramos material didático, oferecemos merenda e transporte escolar de qualidade e criamos um Plano de Cargos e Salários para os professores. Além disso, quase 200 escolas do município foram reformadas. Durante meu mandato, serão seis novas escolas, que atenderão cerca de mil crianças e 29 novas creches, oito delas construídas com verba do Governo Federal. Todas as outras creches e escolas foram construídas e reformadas com a verba dos royalties do petróleo.

A senhora foi atuante na briga pelos royalties, chamando inclusive a população para protestar nas ruas contra a possível mudança na distribuição desses repasses. Qual seria o impacto dessa mudança?

Eu não sei de qual mudança estamos falando. Porque, se for do jeito que está sendo proposto, o estado do Rio de Janeiro, em especial seus municípios, irão à falência. Ainda que seja uma mudança para o futuro. Com o fim do repasse dos royalties nosso futuro está seriamente comprometido. O impacto seria desastroso para toda população. Mas nem a discussão é justa, pois a única coisa definida é que estão querendo o nosso dinheiro. Porque que não falar de royalties das águas, do minério e de outros recursos? Estão rasgando a lei e a Constituição. É um absurdo o que querem fazer com a população do Rio de Janeiro.

A senhora sempre disse que quer ter uma administração humana, pautada na justiça social. Alguns chamam isso de populismo. Como lida com as críticas?

Eu encaro com muita naturalidade. Pela nossa Constituição, todos têm o direito de viver com o mínimo de dignidade. Então, governo com essa premissa. Quem tem dinheiro paga para ter plano de saúde, creche e escola particular. Mas e quem não tem? Tenho que fornecer tudo isso. É um direito de todos. O dinheiro público deve valer para todo mundo no quesito infraestrutura, urbanização, segurança e organização da cidade. Mas o restante deve financiar o básico para aqueles que não têm nada. Hoje gastamos menos de 3% do nosso orçamento em ações sociais. O restante é gasto com necessidades básicas, que fazem parte do nosso programa.

Então a senhora discorda da fama de populista?

Não é uma questão de discordar, mas o que faço é um trabalho necessário. Não construo uma casa para quem não precisa ou dou comida para quem está com a despensa cheia. O que eu questiono é o porquê de para mim e para Garotinho (Anthony Garotinho, marido dela e deputado federal) é populismo, e para o Lula e diversas empresas privadas o nome é outro. Ou é populismo para todo mundo ou é ‘projeto de grande alcance social’ para todos.

Foto: Mauro Pimentel
Foto: Mauro Pimentel
A lei de benefícios fiscais, criada pela senhora em 2005, beneficiou a cidade de Campos?

Ajudou não só Campos, mas todo o Rio de Janeiro. O papel mais importante foi a lei Rosinha, criada por mim em 2005, mas que infelizmente foi modificada em 2010. A ideia inicial era dar benefícios fiscais para novas empresas e assim atrair novos investidores. Hoje, a lei já não serve para todos. Agora, o governo do estado aprova ou desaprova para quem eles querem. Tem uma fábrica de refrigerantes, por exemplo, que está se instalando em Campos. Ela deu entrada para receber o incentivo dos 2% de ICMS, mas o pedido foi negado pelo estado. A resposta dada é que a fábrica seria uma concorrente e vai disputar com outra marca que também tem fábrica no Rio de Janeiro. O que o estado tem a ver com isso? A concorrência é uma preocupação dos empresários, e não do governo. A ele cabe se preocupar se a empresa está em dia com os impostos, se o CNPJ está correto, essas coisas. Você tem que dar o investimento para o empresário investir na cidade, e não usar a lei de forma ‘politiqueira’. A lei deveria ser para todos.

Mas e Campos, o que tem feito para atrair investidores?

A principal atração ainda é a lei de incentivo fiscal, que reduz o ICMS de 19% para 2%. Mas eu também modifiquei algumas regras do Fundo de Investimento de Campos (Fundecam), que antes dava recursos quase que exclusivamente para grandes empresas. Hoje damos chances para empresas de médio e pequeno porte, além de empreendedores individuais. Saímos de 12º para 6º lugar no ranking do estado em formalização de mão de obra. Temos mais de sete mil empreendedores individuais, pequenas e micro empresas instalados na cidade.

De acordo com o Índice de Ação Fiscal (IFGF) da Firjan, Campos têm uma das melhores gestões fiscais do estado e foi eleita a cidade que melhor aplicou seus recursos públicos em 2010. O que foi feito para chegar nesse resultado?

Prefeitura não é banco para guardar dinheiro. É claro que existe um fundo de reserva, mas dinheiro público deve ser investido em melhorias para a população e foi isso que fizemos. O dinheiro que recebemos está nas ruas, em obras e projetos que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

A senhora tem um bom índice de aprovação de seu mandato. A que atribui essa aprovação?

Campos estava abandonada há muito tempo. Hoje a população vê obras e melhorias. Tanto vê que pede e sugere soluções para os problemas. Eu acho isso saudável. A cidade pode se orgulhar em muitos pontos. Temos um Centro de Eventos Populares Osório Peixoto, o Cepop, um local para receber eventos que tem capacidade de um público de 40 mil pessoas e o maior palco da América Latina em estrutura metálica. Temos também a Fundação Municipal de Esportes (FME), que atende mais de cinco mil pessoas em atividades como futebol, vôlei, basquete e natação. Hoje, estamos entre as cinco cidades que mais investem em esporte. Tínhamos um Plano Diretor antigo, que está sendo modificado e criamos um Conselho para estudar o que pode ser feito para melhorar a cidade nos próximos anos. As mudanças estão sendo feitas. E a população vê isso.

Nos últimos dez anos, a senhora teve problemas com Justiça Eleitoral que resultaram em processos de inelegibilidade, entre outras coisas. No final do ano passado teve seu mandato cassado novamente com a acusação de abuso de poder econômico e uso indevido de meio de comunicação. O que a senhora tem a dizer sobre essas acusações?

Qualquer pessoa que ocupa um cargo público corre o risco de responder processos pro resto da vida. Porque qualquer cidadão que entrar com um processo contra um governante, a Justiça irá acatar. Nessa questão do meu afastamento, eu dei uma entrevista na rádio em junho de 2008, quando voltei a morar em Campos. Na ocasião disse que estava voltando porque topei o desafio do partido em me candidatar à prefeita. Agora se isso é motivo para cassar o mandato tinha que cassar também o da presidenta Dilma (Rousseff), que quando ministra do governo Lula ia para os palanques oficiais como a candidata do presidente. Eu nunca usei palanque oficial. Esse mesmo processo diz que é abuso de poder econômico. Isso não existe.

Mas a senhora foi entrevistada pelo seu marido, que também é político.

Eu não estava no governo, meu marido não estava no governo, não existe abuso de poder econômico por conta de uma entrevista de rádio. O processo que meu marido sofreu é em razão de ele ser radialista e ter me entrevistado. Veja bem, nunca vi um jornalista ser processado porque entrevistou um político. Dentro ou fora do prazo eleitoral. Foi isso que ele fez. É um radialista que entrevistou uma candidata. Se essa ‘moda pega’, todos vocês (jornalistas) serão processados. Isso é ridículo. Então sou obrigada a achar que isso é perseguição. Mas ainda que a Justiça ache que eu estou errada, a Dilma recebeu R$ 5 mil de multa por fazer campanha em palanque oficial. Porque então não me multaram? Porque para a Dilma a lei é de um jeito, e para a Rosinha é de outra? A lei é a mesma.

E sobre a aliança Republicana, Democrática e Popular. O que a senhora tem a dizer sobre essa nova aliança entre os ex-rivais políticos Anthony Garotinho (PR) e Cesar Maia (DEM)?

Olha, política é assim mesmo. Quando as questões ficam no campo administrativo, tudo se resolve. E política é aglutinar forças. Só não se pode perder o foco de que tipo de política você quer adotar, o que você quer defender. A sua posição e suas crenças não podem mudar, mas os entendimentos e alianças vão variando de eleição a eleição. É assim mesmo.

Então a senhora será candidata a reeleição?

Posso ser. A lei me garante.